quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Seguindo... nem que seja pra trás

Bate mais forte em mim a saudade do que fui, do que a ansiedade do que posso ser.
Já me joguei de cabeça, me abri a novos caminhos, mas hoje me vejo cansada de tentar ser o que ainda posso ser. Pra que tentar ser algo além do que já me basta?
Saudades das ausências, dos espaços vazios, saudades da saudade...
Prefiro espaços abertos do que cercados.
Não consigo viver limitada a ser e a estar conforme vontades alheias que não condizem com as minhas. É difícil viver pensando como dois, quando se pode ser dois, pensando como um.
Como dizem, ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas estarei traçando um novo fim.
Perder-se faz parte do trajeto e quando isso acontece, recalcula-se a rota.

Be

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Circo

Sempre achei um saco e uma dificuldade falar sobre política, na verdade nunca me interessei. Acho complexo, por isso sempre joguei a responsabilidade naqueles que se dedicam a isso. Mas hoje em dia é o que mais se fala por aí, tudo virou uma palhaçada e motivo de piada.
Os políticos não têm mais vergonha na cara, roubam, mentem, sacaneiam o povo e nem mais se preocupam em serem apontados. Em meio a tantos, camuflam-se.
O povo se sente com as mãos atadas. Para quem reclamar, se quem nos prejudicam são justamente aqueles que foram eleitos (por nós)?
A classe A e B se coloca de fora e só observa o grande circo armado, até que não interfira em suas grandes ações e suas poupanças poupudas. E nessa, o povão pobre e carente vai sofrendo as consequências da falta de assistência, que só é sustentada pelos poderosos que tiram tudo de direito deles. E na hora de votar, nós que ainda não nos sentimos tão afetados, reclamamos que o povo não sabe votar. Ah, mas esse povo sabe votar sim, pelo menos pra eles. Votam naqueles que em época de eleição, vão lá no casebre deles, fazem juras e promessas e compram seus votos com "agrados".
Quando vejo esses programas que criticam, ridicularizam e escancaram as malandragens dos políticos eu fico com mais raiva ainda, porque sabemos que o erro é apontado, mas não sanado. E cada vez mais erros são apontados e mesmo assim eles continuam, porque estão certos de que não há ninguém mais poderoso que eles para acabarem com essa pilantragem generalizada.
É tanta palhaçada que até um palhaço está prestes a ser eleito. Que vergonha!
Saudades dos caras pintadas, da juventude militante... que ao mesmo tempo me apavora, porque quando o povo realmente se colocar contra tudo isso, o governo se colocará contra o povo.
É uma bola de neve, não sabemos o que fazer e o que sabemos, nos intimida.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A minha natureza

"Monge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio.


Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.


- Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!


O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:
- Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha."

Me chateia muito a descrença das pessoas. E além da descrença, os poucos e bons que crêem ainda na positividade e paz (nem que seja a interior) se tornam minoria e por assim serem acabam esquecidos e desvalorizados. Se alguém assume o papel pacificador é tratado como demagogo. Se outras compram brigas e se jogam na maré de maldade e descrença se justificam que não tiveram escolha e se não o fizerem serão deixados pra trás.
Isso tudo me entristece, mas antes agir conforme a minha natureza e crença do que entrar nessa dança maluca das pessoas que têm medo de serem boazinhas e serem tratadas como bobinhas.
Mesmo se eu for julgada, mal interpretada, ou tida como bobinha, não deixarei de agir assim, pois estarei agindo conforme a minha natureza e quem me apontar o dedo estará agindo conforme a sua.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Campanha pela vida

Já ouviu fofoca do bem? Pois eu já! A última que circula por aí é boa, verdadeira e necessária. E essa faço questão de passar adiante.
Trata-se da campanha sobre a fofoca lançada pela Conceito Iriana, onde toda a venda das camisetas do projeto será revertida para a Associação da Equoterapia de Santos.
É a campanha pela vida: Cada um cuida da sua! Diga não à fofoca! 
A fofoca faz parte do cotidiano daqueles que na falta de assunto, resolvem falar da vida alheia, não havendo limites do necessário ou verdadeiro. Essas pessoas ocupam-se da vida dos outros, já que provavelmente nada há de interessante na própria.
De uma boca que cospe veneno, só pode ser meio de vazão para um coração que produz veneno.
Essa história de "falem bem , falem mal, mas falem de mim" é furada. Quem está em paz com o que faz, não espera pelo elogio que enobrece, nem se preocupa com a crítica que destrói.
Purifique sua boca pelo compromisso de dizer palavras boas, tuas orelhas pela escuta de palavras de sabedoria e teus olhos, fechando-os às visões negativas.
Deixem as calças justas no armário e vistam causas justas... é a última moda!


Be
(foto by Rafael Vaz)
Esta é a camiseta da campanha e esta sou EU, a Be!
;)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Na margem

Fiquei dias sem escrever aqui no Blog e isso me levou a pensar o quanto na vida vamos vivendo sem dar as  devidas pausas para as necessárias análises. Pode ser que existam aqueles que não achem isso importante, mas eu hoje ao sentar aqui em frente ao computador, morrendo de vontade de escrever, percebi o quanto vamos vivendo como se fosse dada a largada sem direito a "pit-stops". E me forçando a fazer essa parada, percebi quanto sentido se perde na vida quando corremos sem saber para onde, nem o porque estamos seguindo.
Fui tentar analisar tudo que vivi nesses últimos dias de correria e não consegui encontrar definições para o momento. A única coisa que consegui definir, foi essa total indefinição das coisas.
Deixar rolar, seguir o fluxo, é necessário, mas é necessário também que façamos as análises necessárias para que possamos perceber se estamos seguindo o fluxo, ou remando contra a maré.
Não consigo ficar sem definir sentido para as coisas que faço no meu dia a dia. E mesmo as coisas que fiz sem saber o sentido, olhei para trás para poder saber o que aquilo me trouxe. Sem dúvida nenhuma, o inesperado, o não planejado me troxeram muitas surpresas boas e algumas ruins também, das quais muito tempo precisei ficar na margem para observar.
Estar na margem do rio, é parar para saber analisar o momento de seguir o fluxo natural e não gastar energia remando contra a maré.
Hoje vejo que fazer algumas pausas é necessário, mesmo quando o que mais se quer é seguir.
Fazer as pausas só me faz querer seguir,
E seguir só me faz querer fazer (as devidas) pausas.
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E foi graças a essa pausa que estou aqui de volta. Achando que me faltava assunto e na busca de questionar o porquê sentir essa necessidade de escrever, vi que na verdade é a necessidade de observar td o que tenho passado e até saber pra onde estou sendo levada.
Hj vejo que muita coisa tá acontecendo, parecendo nem haver tempo para essas tais pausas, mas são elas que me fazem recuperar toda a energia e focar com toda garra, força e vontade naquilo que sei ser o melhor pra mim.
Sabedoria é uma coisa que exige tempo, mas não pra passar e sim pra sentir e pensar.
Bom, já fiz pausa demais.. deixa eu voltar pro Rio! ;)
Be

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Às amigas que ficam...

Às minhas amigas, ou melhor, aos meus amores, fica a certeza de que a base de uma amizade é a entrega atemporal e incondicional.
Porque eu nunca precisei construir essas amizades parecendo ser interessante, elas me aceitaram como sou, muito mais do que simplesmente como estou. Quando houve riso elas estavam ali, sendo muitas vezes o motivo dele, mas quando houve choro não me abandonaram.
Meus amigos merecem sê-los e tem um grande talento para tal. Se atraímos semelhantes, acho que tô mandando bem também. E se repelimos opostos... graças a Deus!

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Um grande abraço a todas as minhas amigas que trazem poesia à minha vida:
Carol Tiese, Fê, Juliana, Lídia, Sabrina, Camis, Ju Canindé, Dani Fofão, Roberta, Paty Lopez, Ana, Fran, Sibylla, Carol Lopes, Priscilla, Carlinha, Tânia.....
E à tantas outras amigas queridas, que não precisa de tanta intimidade nem de tanta convivência, mas que se fazem presentes mesmo na ausência.

Às "amigas" que se vão...

Mesmo tão descrente em algumas amizades que tive (porque nem eu quero mais), ainda acredito que é possível sim ter verdadeiras amizades, mesmo que sejam daquelas que independam da distância. Porque definitivamente é algo muito maior do que a distância que leva uma amizade embora.
Começo a questionar, qual é a base de uma amizade?
Ela começa com a entrega, a confiança, a semelhança e possivelmente até a diferença. Algumas circunstâncias favorecem o início, mas desfavorecem o fim.
Mas como uma amizade acaba?
Justamente por se basear nas circunstâncias, situações ou rótulos temporários. Essas pseudo-amizades se vão quando o que as motiva que existam se vai.
E dessas amizades que se vão pelas circunstâncias, eu faço questão que se vão mesmo, por nossa grande diferença, eu sei o valor de uma amizade, elas não!

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Não só de poesia e rima se faz minha história. Tenho minhas dores e meus amores. Dos amores faço poesia, das dores... ah sei lá... transformo em alegria!
Be

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Essa minha tal "instabilidade"

Minha vida até hoje foi repleta de vivências, inquietações e talvez até instabilidades. Nada a ver com insatisfações, até porque o que é bom não precisa ser eterno, e muitas vezes é bom justamente por não ser. No meu caminho as coisas sempre pareciam certas, mas com prazo de validade e nem por isso deixei de me jogar. Me arrisquei, fui ao incerto, insisti em algumas burrices (quem não?), mas tudo que vivi me trouxe bagagem para que eu tivesse as certezas necessárias para chegar num ponto onde posso dizer que sei quem sou e o que quero.
Mudei pontos de vista, mas nunca de opinião. E hoje minha visão me norteia para onde devo seguir, sem insistências em erros ou dúvidas de acertos.
Melhor saber por mim mesma do que ouvir opiniões do que fazer ou que caminho seguir. Só eu posso saber e só eu sei o quanto valeu a pena, tudo, até o que não foi eterno! Eternizou-se dentro de mim!
E agora chego a  mais um novo caminho, não cansada, mas sim preparada.
E se a vida se mostar instável pra mim, eu me mostro estável pra ela!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Mude

Por Airton Luiz Mendonça
(Artigo do jornal O Estado de São Paulo)

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos.
Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio.... você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea.
Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Nosso cérebro é extremamente otimizado.
Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.
Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia.
Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade.
Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.

É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e 'apagando' as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente.
Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo.

Como acontece?
Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa , no lugar de repetir realmente a experiência).

Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa são apagados de sua noção de passagem do tempo.
Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, -.... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...

ROTINA
A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque).

Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos.
Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas.
Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais.
Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.
Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes.
Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes.

Seja diferente.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos..... em outras palavras...... V-I-V-A. !!!
Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo.
E se tiver a sorte de estar casado com alguém disposto a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.

Cerque-se de amigos.
Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.

Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é?
Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

ESCREVA em tAmaNhos diFeRenTes e em CorES difErEntEs !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...

V I V A !!!!!!!!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sem tempo pra dar tempo

Deus pede estrita conta do meu tempo
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta.
Mas como dar, sem tempo, tanta conta
Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?

Para ter minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta,
Não quis, sobrando tempo, fazer conta.
Hoje quero acertar conta e não há tempo.

Oh vós, que tendes tempo sem ter conta
Não gasteis vosso tempo em passar tempo,
Cuidai, enquanto é tempo em vossa conta.

Pois aqueles, que sem conta, gastam o tempo
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão a não ter tempo.

By Alda Amarante (novembro 1967)
*
*
E não é q então eu descubro q escrever está no sangue! Minha saudosa avó Alda escrevia, assim como eu, poesias, pensamentos, diários.... É tão bom deixar essa herança q nem do papel se apagará! 

sábado, 17 de julho de 2010

A Luz das palavras

As palavras são formas de desenhar os meus sentimentos,
São a "Luz" do meu olhar em forma concreta.
Palavras podem ser a materialização de quem eu sou, ou de como estou.
São a forma de eu pedir que se expresse quem vc é;
são a forma de cantar minhas poesias
e de recitar minhas músicas.
Palavras podem me carregar,
mas nunca me derrubar.
É a forma mais perfeita de me expressar.

Sentimento do dia: Evolução

Um sentimento que foi amor, nunca deixará de ser. Eu sei disso, vivo e sinto.
Se você sentiu, verá que será isso também!
Somente para evoluídos mesmo. A vida muda, o caminho, as pessoas, as escolhas, os ciclos... algumas histórias se esquecem, outras se apagam, mas os sentimentos vividos nunca apagarão!
Em um coração livre de pesos ou medidas existe espaço para o novo sem abandonar o "velho". Apenas tranforma tudo que passou em arquivo de boas lembranças e arquivo de experiências, algumas vezes nem tão boas.
O sentimento se arquiva no coração, não há como bloquear quando ele resurge. E as histórias à memória, que o tempo pode levar e nem lembrarmos.
Minha vida segue como deve ser e será, com as mais belas experiências arquivadas e com os mais puros sentimentos guardados. A história não muda, a verdade é uma só, não tem como analisar uma verdade de forma diferente, mas podemos mudar o sentimento com que olhamos aquilo que vivemos. E se eu posso escolher o sentimento que vou vestir no dia, também posso escolher o sentimento que irei vestir a tudo que vivi.
Analisar, com o coração, o que passou de ruim é uma boa forma de aceitar tudo o que está por vir.
Pergunte-se:
Eu mudaria aquela situação que vivi?
Provavelmente não! Pois aprendeu o que tinha que aprender e viveu o que tinha que viver.
Eu mudaria a maneira como vivi aquela situação?
Provavelmente sim!
Pois então, aí está:
Mude a maneira que você vive, mas não tente mudar as situações que vive!

*
*
Bom, vou compartilhar com vocês de onde surgiu esse pensamento, que por sinal aprendi muito com ele, pois coloquei pra fora e isso me trouxe uma compreensão muito apropriada para o momento em que vivo.
É bom que saibam que eu não penso que sei tudo e quando me elogiam pela sabedorias das minhas palavras, que eu na verdade aprendo a cada dia e quando passo pra cá é justamente qndo estou analisando o que estou vivendo ou o que vivi.
Tenho profundo agradecimento por tudo que vivo e como disse antes, não mudaria nada e pelo fato de eu sempre estar atenta e pró-ativa em minha vida, eu talvez nem mudaria a maneira que agi. Fruto de uma mente que se observa e um coração que se expõe.
Quero partilhar com vocês que estou lendo "Um curso em milagres"(ainda falarei mto dele). Não posso parar de absorver coisas boas pra poder sempre passá-las adiante.
Obrigada por vocês serem um grande motivo de eu poder esvaziar o recipente, pra sempre estar enchendo-o!
Luz!
Be

terça-feira, 13 de julho de 2010

Desabafo

Não deu pra segurar... Não gosto de falar de coisas negativas, mas engasguei com uma situação e preciso desabafar.
Fiquei triste de ver o Brasil perder a Copa, mas fiquei mais triste ainda de ver o Brasil chorar ao perdê-la!
Ver os jogadores que vivem disso e sobrevivem disso chorar ok, mas ver uma nação derramar lágrimas por não conseguir um título, me deixou extremamente decepcionada e envergonhada.
Tanta maldade e tanta desgraça acontecendo e ninguém nem ao menos derrama uma lágrima de compaixão. Enquanto a Copa acontecia, Alagoas sumia e ninguém nem deu bola, literalmente! Ninguém se moveu pra comprar um quilo de alimento para os desabrigados, mas pra comprar as tais vuvuzelas era a maior correria.
Não quero fazer discurso político ou parecer demagoga, mas se a mesma quantidade de pessoas que choraram por ver o Brasil fora da Copa ao menos se importasse com aquelas pessoas sem teto, nem chão, o nosso país aí sim seria uma Terra abençoada.
Deus olha por nós sim, mesmo quando acontecem essas desgraças, Ele está na verdade testando a compaixão e solidariedade dos homens... E mais uma vez decepcionamos.
Todo mundo diz que tem que acompanhar os noticiários para saber o que acontece no mundo. Mas o que fazem essas pessoas pra mudarem o que vêem? Nada! Só se acumulam de assunto, o que pra mim é a mais absoluta "falta de".
Ah, só um detalhe que me fez mais uma vez desanimar: Nessa história absurda desse goleiro (me nego a escrever o nome dele), mostraram uma retrospectiva dele jogando e antes do juíz apitar, ele ajoelha, reza e faz o sinal da cruz! AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH........

Gente, o que aconteceu com o mundo?
Eu fico tão triste, mas já vi que falar disso não adianta, não muda nada, a gente só se assusta e perde a esperança. Por isso continuo na minha caminhada, com a televisão desligada, com o jornal aberto somente na página de cultura e lazer e escrevendo sobre a paz, que começa dentro de nós, porque fora tá difícil!
Crio meu Universo Paralelo, onde acredito na bondade das pessoas que ainda existem aos montes, só não se ouve muito falar, já que não dão audiência.

Não seja contra a desgraça, seja a favor da paz!
UFA...!!!

Uni-verso Multi-verso

Obrigada Universo por fazer a cada dia nascer dentro de mim um dia ensolarado, independente das nuvens lá de fora.
Obrigada por me dar todas as condições físicas necessárias para o aprimoramento de minha alma.
Obrigada pela sabedoria adquirida pelas minhas vivências.
Obrigada pela inquietação na busca pelo melhoramento e compreensão ao próximo.
Obrigada pela intuição de saber sempre que caminho seguir e pela aceitação de que todo caminho mesmo que árduo é necessário.
Obrigada pela consciência de quem sou e de tudo que ainda posso ser.
Obrigada pelos amigos que me acompanham na alegria e na tristeza. Pelos amores que vivi e inimigos (internos) que sobrevivi.
Obrigada por toda essa sede de vida e de transformação.
Obrigada por toda Luz que recebo e que a cada dia me torno merecedora.
Obrigada pela consciência da minha capacidade de desenhar meu próprio destino e não interferir na do próximo.
Obrigada pelas inspirações para poder chegar de alguma maneira àqueles que nem sequer vi o rosto e assim unir forças para promover a paz, mesmo que seja a interior.
Obrigada Universo por se manifestar de maneira que eu tenha sempre certeza de que não estou sozinha e que olhas por mim.

domingo, 11 de julho de 2010

Fome de amor

E Arnaldo Jabor falou por mim... em "Estamos com fome de amor"! (se puderem leiam, saiu no Jornal O Dia).

A correria da semana, a balada, sorrisos sociais, amizades de facebook, silicones, botox, encontros marcados por msn... Nada mais parece ser real.
Ninguém mais se conhece numa boa conversa, basta olhar o profile do orkut.
O que é isso?
Mundo moderno?
Cadê o cortejo, o convite para jantar fora, o cinema, as mãos dadas?
Cadê a beleza natural, o corpo saudável, as rugas do tempo?
Adiamos a velhice pra que, se nem ao menos sabemos viver?
Ninguém mais sabe quem é uma Clarice Lispector, mas sabem muito bem quem é a Mulher Melancia! Que vergonha!
Dizer que quer alguém pra casar pra vida toda virou sinônimo de carência, dependência. E o amor, a família?
Sou demodê sim, gosto de ser cortejada, quero casar, quero ter uma família linda, filhos com a minha cara, chegar fim de semana e ficar feliz por ter sentado na sombra de uma árvore, sem ter ninguém pra me perguntar se estou com nome na lista!
Chego até a ser um pouco tradicional, gosto de homem que toma iniciativa, que abre a porta do carro e porque não pagar a conta no primeiro encontro?
Hoje em dia existem livros com listas enormes de dicas de como ser um homem atraente ou uma mulher poderosa.
As pessoas esqueceram de procurar a resposta no lugar mais óbvio, no coração. Só se pode esperar mesmo mais e mais frustações e aí só poderão recorrer mesmo a livros com listas enormes, de como não ser um frustrado!
Tenho fome de vida, tenho fome de amor... e nunca me sacio!
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